O silêncio que fere

Superação é a palavra que talvez possa definir melhor o sentimento que alavancou a participação de dezenas de mulheres no processo que o público pode conferir na exposição ‘O silêncio que fere’, da educadora e fotógrafa Íris Silva, que integra os quadros do Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste (SPM-NE).

A ação se integra às diversas do Comunidade Mais Segura do Projeto de Redução da Violência, executado no Conjunto Mário Andreazza, em Bayeux, pelo Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste (SPM-NE). A exposição é resultado da parceria do SPM-NE e do Centro de Mulheres Jardim Esperança. 

Ao todo são 23 fotografias em que as próprias mulheres atendidas pelo Centro de Mulheres Jardim da Esperança contribuíram para a recriação de cenas que retratam dor, tristeza, humilhação, medo, mas também esperança e superação.

‘O silêncio que fere’ aponta para a superação. As mulheres envolvidas no projeto conseguiram falar da violência e ajudaram a reconstruir em cada cena fotografada a representação da violência que um dia já reconheceram. Mas, já não reconhecem porque conseguiram quebrar o chamado ‘ciclo da violência’.

A exposição é tocante, reflexiva e pedagógica para homens e mulheres, jovens e adultos. A intenção é que esse espaço virtual sirva de reflexão, inquietação e superação para outras mulheres que vejam na representação das fotos a vivência de algo muito próximo no cotidiano: a violência doméstica.

Em ‘O silêncio que fere’, a fotógrafa Íris Silva aprende com a educadora Íris Silva. A sensibilidade em construir cada cena sem reforçar a condição de vítima ou exagerar na descrição da violência tão presente em programas de TVs é presente em toda a exposição.

“Nosso objetivo é que a partir da exposição, mulheres que vivenciaram a violência possam se inspirar na história dessas mulheres e consigam se reerguer e as que estão em situação de vulnerabilidade e violência doméstica possam quebrar esse ciclo com a ajuda das ferramentas e serviços que atuam no enfrentamento à violência doméstica.

Que cada foto possa ser vista como forma de sensibilização para a temática, bem como a reafirmação da importância da efetivação e a garantia das políticas públicas para as mulheres. A lente da câmera capturou muito mais que imagens. Foi possível capturar histórias, marcas e transmitir sentimentos para tantas outras mulheres que estão ou vivenciaram essa violência, servindo de alerta para que a sociedade não normalize a violência doméstica e que as mulheres se fortaleçam a ponto de negar e enfrentar os primeiros sinais do ciclo da violência”.

O silêncio que fere’ é um convite à reflexão sobre as várias violências que acometem, especialmente, as mulheres, mas que dizem respeito a todos nós enquanto seres humanos, seres sociais, enquanto projeto de sociedade em construção permanente.

Comunidade Mais Segura é a soma de muitas vozes e mãos envolvidas em ações, serviços e transformações conquistadas por conta da ação cotidiana do exercício da cidadania. Venha fazer parte!

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